quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma lente entre o coração e os fatos

Os relatos de quem captou o que resta do Haiti

“Saí de lá sem acreditar que aquilo pudesse se recuperar”, embora relute em dizer isso, é a única conclusão que Caio Guatelli – repórter fotográfico da Folha – tem a respeito da capital Porto Príncipe após o terremoto que pôs o Haiti abaixo.
As poucas informações que o mundo possuía eram muito desencontradas, apenas imagens de celular.
Chegar ao país já não foi tarefa ordinária. Só havia voos para a República Dominicana, país vizinho. De lá, cada equipe jornalística tinha de tomar seu próprio caminho. “Recebemos a informação de que um helicóptero nos esperava, mas ao voltar ao aeroporto uma equipe de TV americana já tinha pago um preço maior pelo transporte”, revela Caio. Por fim, conseguiram lugares num avião sem licença para voar, o que não fazia diferença, já que o aeroporto de Porto Príncipe não tinha mais controle algum. “Chegamos e em menos de cinco minutos o avião já tinha ido embora”.
“A gente tinha reserva num hotel, mas descobrimos que metade dele tinha desabado”. Por sorte, encontraram o Ministro da Defesa. Entraram escondidos no ônibus da ONU que levaria Nelson Jobim à base do Exército Brasileiro. “A base era um oásis no Haiti, uma vantagem que tivemos sobre as equipes de reportagem dos outros países”, explica o fotógrafo.
Lá, Caio diz ter vivido dilemas como jornalista. “Eu me vi ali no meio de tudo, bem vestido, alimentado e segurando um equipamento caríssimo. Eu tinha tudo, e as chances que os haitianos tinham de um dia obter tudo isso era mínima. Senti que poderia causar uma sensação ruim neles, como a de exploração da desgraça.”
Caio viu um homem ser morto em sua frente. Mas o mais chocante foi ver os assassinos tirando apenas algumas notas de seu bolso. Em seu terceiro dia lá, viu um grupo de 20 haitianos resgatando familiares. Sentiu-se ameaçado quando eles começaram a gritar com ele. “Me diziam: ‘por que você está fotografando nossa tristeza? Por que está fotografando nossos parentes mortos? O que você vai ganhar com isso?’”, relata Caio Guatelli. “Respondi que precisava mostrar para o mundo a situação. Eles entenderam, mas pediram pra que eu não continuasse ali”.



“A ajuda que a gente pode dar é mostrar para o mundo o que acontece, mas em alguns momentos agi de forma diferente. Vi uma menininha com a perna esmagada, pedindo minha ajuda. Nessa hora resolvi abandonar minha câmera e deixei de trabalhar por umas quatro horas pra tentar ajudar”, conta o repórter.
Mas as esperanças de quem esteve lá, ou ao menos de quem viu fotos que revelam o estado do Haiti, são praticamente nulas. De fato, uma destruição tão imensa e “democrática”, que afetou até o palácio do governo, não dá chances de reconstrução. “Das coisas que vi acho que a única solução seria uma união internacional para espalhar os habitantes do Haiti pelo mundo. Aquilo não tem solução, já era um país perdido”, afirma Caio Guatelli, a respeito de uma nação que em breve voltará a ser esquecida.

Ali no Capão Redondo morria mais gente do que no Vietnã

Como dizia Mano Brown, dos Racionais MC’s, o Capão Redondo já foi uma das regiões do mundo onde havia mais assassinatos. E como o próprio rap apontava, as raízes de tanta violência vinham da crise na educação. Só que não foi o governo quem providenciou as mudanças, mas sim a ONG comandada por “Seu Carneiro”. E a Ong ganhou até reconhecimento mundial.
“Desesperada, há cinco anos a diretora de um colégio veio pedir minha ajuda, dizendo que não sabia o que fazer com alunos armados e drogados”, conta Antônio Carneiro dos Santos, 73, diretor do Projeto Reviver Capão.
A Escola Estadual Professor Francisco Antônio Martins Júnior, localizada no Jd. São Bento Novo (Capão Redondo) estava com sua estrutura física em péssimo estado. “Grades em todas as janelas, chicletes grudados por todo o chão, sujeira. A escola estava um abandono”, afirma Bruna Gavioli, filha de “Seu” Carneiro, e atual responsável pelos eventos culturais do CEU Casablanca.
Contando com o apoio do Projeto Reviver nas Escolas, a então diretora do Martins Júnior conseguiu transformar os alunos e a instituição. “Passamos a dar pequenas palestras diárias de dez minutos no colégio. Os alunos precisavam aprender a cuidar de seu próprio patrimônio”, relata “Seu” Carneiro. Ele contou com a ajuda de diversos grafiteiros para restaurar a escola, não só com a pintura, mas com toda a reforma e limpeza. “Depois de algumas semanas de trabalho duro, a escola era outra”, orgulha-se.
A sede do Projeto Reviver oferece mais de 20 cursos profissionalizantes e artísticos, e a inclusão dos alunos do Martins Júnior nessas formações foi imprescindível para a mudança do colégio. Há professores altamente qualificados, como Diane Umbelino, de ballet. Os cursos ministrados por Diane em sua escola profissional localizada em Taboão da Serra custa 230 reais por mês. No Projeto Reviver os jovens da periferia pagam apenas 30.
Além de cursos, que antes dificilmente seriam frequentados por um jovem da periferia, o Reviver trouxe uma biblioteca com mais de 20 mil títulos ao Capão Redondo. “Seu” Carneiro ainda ajudou a criar outras 12 bibliotecas pela Zona Sul e Grande São Paulo.
A própria criação da biblioteca no Capão Redondo traz histórias interessantes, como a de um senhor de vida complicada, sem trabalho nem residência. “Seu” Carneiro exigiu que ele se arrumasse bem e o trouxe para o Reviver, onde teve sua aparência “tratada” por meninas do curso de cabeleireiros. “Quando meu pai viu que esse senhor tinha um interesse enorme por livros, colocou-o para organizar os volumes que o Reviver tinha. Hoje quem entra na biblioteca encontra tudo organizadinho. Esse senhor se tornou um apaixonado por aquele lugar”, diz Bruna.
As ações do Projeto Reviver Capão chegaram a ter reflexos nacionais e internacionais. Um dos diversos talentos impulsionados pelo projeto foi a modelo e atriz Natália Verena – ou só Natália mesmo, como “Seu” Carneiro prefere chamar. Natália hoje trabalha na agência de modelos Sagarana. “Eu ligava a TV e via a Natália todo dia na novela”, conta Carneiro sobre o tempo em que ela fazia parte do clipe de abertura da novela “Duas Caras”, da Rede Globo. E tratando-se de proporções internacionais, “Seu” Carneiro e o Projeto Reviver se transformaram em matéria do jornal The New York Times em 2007.
Essa inclusão à arte foi um fator determinante na mudança das estatísticas e cultura do bairro. Trabalhando num CEU, Bruna pode dizer a diferença que experiências com arte fazem na vida de um jovem. “Muitos não sabiam se portar dentro de um teatro, entender uma peça e o quanto aquilo era importante para vida deles”, conta. “É difícil colocar cultura goela abaixo, isso é um treinamento, algo que chamamos de ‘Formação de Público’”.
Uma estatística importante é a taxa de homicídios do bairro. Os oito assassinatos por final de semana se reduziram a três após um ano de existência do Projeto Reviver e seus parceiros, segundo dados da Polícia.
Tanto o pai como a filha acreditam que o problema da violência é resultado da falta de estrutura educacional do país. “As pessoas só precisam de oportunidades”, conclui Bruna Gavioli.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

100 anos de uma nação

Não existe alegria ou tristeza, só existe Corinthians




Independente do que outros torcedores ou pessoas que abominam futebol digam. Hoje é um dia especial, sim.
Não há torcida como essa. Não mesmo. Os corintianos são um fenômeno sociológico ainda não explicado. Nada pode contrariar fatos, ou melhor, quase nada. O advento da ciência fez com que a religião perdesse sua força. Certas verdades e fatos mudaram os conceitos filosóficos da humanidade. Por outro lado, 23 anos de jejum não foram capazes de afetar um clube. Pelo contrário, provar durante mais de duas décadas que o Corinthians não era um time vitorioso só fez com que sua torcida crescesse mais. E isso é único, jamais aconteceu algo semelhante na História. E não me refiro somente a torcidas de futebol. Nenhuma religião ou doutrina política foi capaz de crescer em situações tão adversas.
E falando nisso, que movimento político conseguiu deslocar uma quantidade tão grande de pessoas como a Invasão Corintiana? O último registro de uma movimentação assim foi e êxodo do Egito. Nós não ganhamos o título, mas não importa. É algo que só corintianos entendem.
Aos que pensam que essa paixão por futebol só revela alienação, digo: estão muito enganados. Provamos para o Brasil, em plena ditadura militar, que a democracia funcionava. Liderados por Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, ensinamos a todos que devemos ganhar ou perder sempre com democracia.
A paixão pelo futebol promove a integração entre a sociedade. Onde mais você vê um pobre e um rico se abraçando sem preconceitos senão na hora do gol? É nesse breve momento que esquecemos que temos cores, religiões ou ideais políticos diferentes. É gol, porra! Essa é a prova de que a humanidade sabe compartilhar felicidades e tristezas junta. É a prova de que sabemos e conseguimos viver em paz! Entendem o que isso significa?!
O futebol e o Corinthians criaram um novo conceito de nação. E é neste 1º de Setembro de 2010 que todos os amantes do futebol devem reconhecer a importância da Nação Corintiana. Tão diferente e inexplicável, somos uma torcida que tem um time. Somos o que somos graças também a todas as outras torcidas.
Já mudei várias vezes minhas idéias em relação ao mundo. Mudei de opinião religiosa, política e tudo mais. Mudo até de nome se precisar. Mas há uma única coisa que posso dizer com toda a certeza: de time não mudo nunca. Corinthians até o fim!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Salve o Rock

Hoje é dia mundial do Rock!!!
Como Rock é atitude, sinto que devo fazer a minha parte nesse dia. E devo começar agindo localmente. Vamos direto ao ponto: o lendário Rock Brasileiro hoje tá uma merda! Aliás, uma merda com purpurina!
Porra! Quem inventou essa bosta de Happy Rock? Rock não foi feito pra toda essa alegria e babaquice. Vocês parecem uma mistura de Clubbers com Emos! Quer ser colorido, fofo e bobo alegre vira pagodeiro! É simples: só troquem os instrumentos. As letras podem ficar as mesmas, assim como as roupas. O mundo brega aceitará vocês de braços abertos!
Sendo mais direto; Restart, Cine e outras bandas que não sei o nome: aqui vão umas aulinhas de Rock’n’Roll de verdade (para o caso de vocês não quiserem virar pagodeiros).
Primeira coisa e mais básica: Postura.
O mais incrível do Rock é que não é necessário nem saber tocar! Olha só! Perfeito pra vocês, não é mesmo? Com dois ou três bicordes vocês podem ser muito foda! Maaaaaaaaaaas, para isso é necessário o mínimo de postura. Vocês declararam que o Rock sempre teve cores escuras e que agora era hora de mudar. Pois é... Se querem mudar, façam o favor: Caiam fora! Não chamem a música de vocês de “Happy Rock”. Que tal Happy Feeble Minded? Vocês podiam ser coloridos, esse não é o problema. A questão é que a música de vocês não é ROCK, porra!

Vídeo aula nº 1



Vídeo Aula nº 2



Sacaram aquele negócio de postura agora?
Rock é do mal, velho! Há muitos anos o rock foi colorido, mas mesmo assim era do mal, era crítico! Psicodelia e quebra dos valores sociais. Atacava alguém.

Vídeo Aula nº 3



Simples, né? Então se querem ser astros de verdade, ataquem alguém. É só pôr um pouquinho de raiva e sentimento de justiça nesses coraçõezinhos cheios de ursos de pelúcia cor-de-rosa.
Ah, outra coisa! Sei que querem músicas românticas. E isso é mais do que possível no rock. Todos nós amamos, é verdade. Prestem atenção nas letras. Traduzam se necessário.


Vídeo Aula nº 4



Até os brutos amam. Bonita essa música, né? Tá vendo que é possível criar músicas românticas sem ser gay? Aliás, esse conceito de gay não tem nada a ver com homossexualidade, todos sabem. Grandes ícones do rock eram homossexuais, e isso fazia parte da contestação. E essa será a Vídeo Aula mais bizarra. Ela prova que mesmo sendo bicha louca, o Fred Mercury era muito mais macho que do que vocês todos. Isso resulta até na qualidade e força da música.

Vídeo Aula nº 5



Bem, e ninguém disse que é pecado estar alegre e tentar passar algo positivo para os outros. É sempre bom esquecer os problemas por um tempo e se divertir. Mas sem essa porra de “Color is the way”. COLOR IS THE GAY, MOTHERFUCKER!!!
É assim que se passa algo positivo, de forma a esquecer os problemas por um tempo.

Vídeo Aula nº 6



Não sei se vocês conhecem, mas este – independente de qualquer coisa – é o pai da Guitarra. A propósito, honrem esse instrumento. Ele é a espada que vocês têm pra lutar, como já dizia o nosso rei do Rock brasileiro.
Enfim, espero ter sido claro e objetivo. Esqueçam essa histeria retardada das fãs de vocês. Isso não é mérito nenhum. Deixem que a Saga Crepúsculo toma conta dessas garotinhas. E aprendam: não é fácil chegar no topo do Rock and Roll. Qualquer criança consegue aprender isso!
E aqui ficam minhas humildes dicas para que vocês comecem a entender esse gênero tão importante que mudou a História da Humanidade.

Vídeo Aula nº 7



Longa Vida ao Rock and Roll!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"Who's gonna save me?"


Going through a blog I always read I saw this campaign that grabbed my interest for some different reasons. First of all is a campaign tackling the climate change issue, aiming to raise the profile of the discussion for the meeting that is going to take place in Copenhagen in December. At the flat this meeting has been a recurrent topic since our Climate/Technology/Weird Parties correspondent Filipe "Pimpo" Moura is going to be there, in the middle of the protests.Anyway, the campaing consists of 60 artists such as Jamie Cullum, Mark Ronson, Duran Duran, Lily Allen and Bob Geldof singing a song. The video follows:

http://www.youtube.com/user/time4climatejustice




What reached to me the most wasn't the "concerned" looks the artists had on their faces or the "We Are The World" appeal of the whole campaign. It was actually the song itself, which was written and recorded originally by Midnight Oil, an Australian band that I listened to a lot some 8 years ago. Here's the original version.Hearing the song again made me go back and listen to some of their albums and remeber the band's history, which has a lot to do with militant atittudes towards the enviroment and specially the situation of the aborigins in Australia.

Another important song in this context is "Blue Sky Mine"(also follow the lyrics here), which according to SongFacts:"...refers to the Wittenoom asbestos mine in Western Australia where blue asbestos was mined between 1947 and 1966. The once-thriving town is now a virtual ghost town. Shops are boarded up, the 2 schools are closed, the local cinema is derelict. In their ignorance, the original settlers used asbestos in gardens, school yards and roads. Wittenoom is without doubt Australia's greatest industrial disaster and it is estimated that 25% of the 20,000 men who mined asbestos there will die from related diseases."

And that's it for my nostalgic afternoon.

Cheers,

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Futebol e música: Rogério Ceni, 19 anos de São Paulo.


É tanto tempo de Rogério Ceni no gol do Sâo Paulo.

São tantas viagens e o mesmo cara lá, embaixo das traves.

Foram tantos passeios entre o céu e o inferno.

No andar debaixo ele não se abateu, teve força para se reerguer.

Subiu ao imenso azul e conquistou o mundo.

No verde gramado vestiu vermelho, preto e branco.

Trilhou um caminho resistente feito aço.

Sorriu muito mais do que chorou.

Deixou os fantasmas e foi herói.

Os ventos o levaram longe.

Trocou o conforto de casa pela rotina de treinos.

Deixou de ser apenas um coadjuvante, foi o protagonista.

No papel principal ele se perpetuou.

Poderia ter ido embora, mas quis ficar aqui.

Não foi um esforço perdido.

Ano após ano esteve sobre o mesmo velho chão do São Paulo Futebol Clube.

O que ele descobriu?

Que um dia chegará ao fim.

Será o dia em que todos se lembrarão dos gols, das defesas memoráveis e dos troféus levantados.
Será difícil ver um jogo no Morumbi sem Rogério Ceni.

A cada pênalti, a cada falta, a cada gol sofrido, os são-paulinos vão dizer: Queria que você estivesse aqui.




sábado, 22 de agosto de 2009

20 mil anos atrás


("Raul Seixas" em sua "moto").


(Bone do Raul feito por fãs do cantor. O boneco rodeou o "palco" até o fim).


("Raul" tocando na frente do teatro municipal).

Às vezes nos questionamos sobre o que é a obra-prima de um homem. Muitos são os artistas que partem para outro mundo deixando centenas de pinturas, filmes, músicas ou seja lá que arte for.
Alguns homens, porém, fazem da vida a sua mensagem artística. Outros, ainda, têm como grande feito sua mudança no mundo e nas pessoas.
Hoje, 21 de agosto de 2009 completaram-se 20 anos da morte do rei do rock brasileiro. Mas a data ou o tempo que se passou pouco importa; o legado de alguém pode ser eterno e imutável.
Pois muito tempo depois, num Brasil muito diferente, com gerações que sequer o conheceram, Raul ainda está presente na vida de muita gente.
Em São Paulo, foi organizada uma passeata como tributo ao Raulzito. E mais interessante do que o evento ou as músicas em si, foi a fraternidade entre as pessoas que circulavam pela Praça da Sé.
Todos conversavam como se conhecessem há dez mil anos atrás. Trocavam e-mails e anunciavam suas bandas. Ao contrário de outras ocasiões nos anos anteriores, estavam todos tranquilos, sem preocupação com brigas, assaltos ou qualquer violência. Inclusive, vi uma mulher esbarrar em outra e derrubar sua garrafa de cachaça, que se despedaçou no chão. Muito atenciosa, pediu desculpas e sacou do bolso um cartão. Logo explicou que era dona de um bar, e que ofereceria outra garrafa caso fosse lá.


(A esquerda o mendigo leia paragrafo abaixo).

E outro fato: havia mendigos abraçados com pessoas de classe A. Todos formaram uma grande corrente ao som de “Tente Outra Vez”, inclusive compartilhando copos e otras cositas más. O som da música estava baixo, mas o coro dos fãs dava conta da disseminação da letra das músicas.
Além da fumaça de variados tipos de cigarros, preenchia o ar um sentimento inexplicável de felicidade e irmandade. Todas as pessoas formavam uma linda matéria-prima de um autor que sequer imaginava o que era capaz de criar: um público único e maravilhoso.


(Catedral da Sé com a bandeira do Raul na porta. A praça ficou lotada por fãs).


("Raul" Tocando anoite a passeata durou até as 23h)


(Fãs do Raul ouvindo o som na frente do teatro).

sábado, 8 de agosto de 2009

O que eu vou dizer lá na casa, companheiro?

Esse é um pedaço do discurso feito por Lula, o Molusco, no maranhão em 2006. Não preciso falar nada.

Depois de um longo inverno, de um clima seco de novas postagens, nós voltamos e mudamos algumas coisas no blog. Agora também uma novidade: estamos no Twitter. Sigam-nos. http://twitter.com/malagueta101

"Melhor uma malagueta que arde do que um açúcar que conforma"

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Humanos...

É estranho pensar que nós, seres humanos, estamos em um processo de evolução, é mais fácil e acreditar que estamos regredindo.
Os donos do Mundo, os animais racionais, seguem o mais perverso e sádico senso de destruição, a depredação e humilhação da própria espécie. Se pararmos apenas alguns instantes para pensar nós chegaremos à conclusão que estamos contra todas as Leis naturais, isso em todos os aspectos (fé, respeito, família, sociedade, amor etc.), observe seu cotidiano e perceba.
No mundo em que vivemos já não existe fé, o que existe é a crença no dinheiro, na ganância. Hoje as pessoas se matam por coisas banais e pioram a situação quando incitam guerras e massacres em nome de Deus, matam porque acreditam que a crença alheia é inferior a nossa, e quem não acredita no que acreditamos merece a morte. A indiferença e descriminação religiosa são uma das piores armas dos Humanos, hoje existe muita religião para os homens se odiarem e poucas, quase nulas, para que possam se amar.
Respeito ao próximo é um luxo que não podemos nos dar o prazer, nossa pressa de viver nãos nos permite. Quantas vezes não vemos as pessoas se aglomerarem apenas para vislumbrar um acidente? Se imagine na situação do acidentado, alem de se preocupar com o ocorrido, tem prestar atenção nas pessoas que estão a sua volta, nunca se sabe quando alguém não tentará se aproveitar da situação para tentar furtá-lo. São em ocasiões como essas que o ser humano mostra sua verdadeira natureza, mesquinhos, egocêntricos e traiçoeiros. São raros os casos daqueles que pensam em ajudar, aqueles que tomam alguma atitude sem pensar em ganhar algo em troca.
Família, conhecida como um bem sagrado, hoje em dia é o palco das atitudes mais bizarras, pais que deveriam amar seus filhos os abandonam, matam e até abusam de seus progenitores. Irmãos que só se conversam para decidir com que parte da herança ficar, mães que rejeitam seus filhos apenas porque eles não são do jeito que elas desejaram.
Quantas pessoas que você conhece sabem o que é amor? Pode ser qualquer tipo de amor (entre amigos, família, namorados(as) etc.). Você uma pessoa critica e observadora já reparou que cada dia que passa fica mais difícil de descobrir o amor? A resposta é bem simples, as pessoas têm medo de amar, o evoluído ser humano a resposta e respeito para seu amor em rostinhos bonitos, falsos sorrisos e corpos esculturais, o que nos da impressão que a lógica do amor esta nos envolver com esses recipientes vazios, pois, é neles que acharemos mais amor? Você se apaixona pela aparência ou pela essência? O quê nós aprendemos a amar esta alem de tantos conceitos banais.
É impressionante mas as pessoas dizem estar famintas para amar, descobrir a pessoa certa mas, quando às descobrem essa fome de amor não é saciada e da lugar ao medo, fogem de quem às amam de verdade, como se o amor fosse uma doença.
Parem e pensem, por favor, o mundo que estamos construindo é o da indiferença, do medo e do terror. Achamos tão emocionante quando recebemos emails, falando de atos heróicos de animais, salvando seus donos ou ate mesmo se arriscando para salvar outro de sua espécie, porém, não mexemos um dedo para tentar nos tirar desse abismo que estamos caindo. Não seria revigorante vermos as pessoas se amando e se ajudando pelo puro prazer de fazer algo? Não seria extraordinário se pudéssemos aprender com a diferença ao invés de temê-la?
(Samy Silva 25/06/09)